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Protetor solar: use e abuse dele o ano todo!

Não adiante ” teimar” (como dizia a minha mãe…rs), o protetor solar é o ítem principal nas malas de quem vai passar as férias na praia ou vai curtir o sol do verão. Mas, com a chegada dos meses mais frios do ano, as pessoas acham que não há grande risco em se expor sem o produto. A minha dermatologista, a Patrícia Assunção, sempre me diz que ” o perigo existe, sim, e a responsável por ele é a radiação UVA, antes quase ignorada pela maioria de filtros e companhia”.
A dúvida sobre raios UVA começa com a falta de informação. Enquanto o UVB é mais predominante no verão, o UVA incide o ano inteiro e também ao longo de todo o dia. “Antes das 10 e depois das 17 horas, o horário em que teoricamente seria permitido tomar sol livremente, o UVA continua sendo emitido e, como não queima, durante muito tempo achou-se que ele era inofensivo”, explica a dra. Patrícia.
O perigo mais grave é o câncer de pele melanoma, variedade mais agressiva dos tumores que acometem o tecido. Ele tem maior potencial de alcançar outros órgãos, já que se instala em uma camada mais profunda da derme. Uma das maneiras de flagrá-lo é ficar de olho em pintas e feridas. Se elas mudam de formato, aumentam de tamanho ou os ferimentos não cicatrizam, é melhor procurar um dermatologista. Esse tumor é um dos poucos que se pode evitar. Basta se resguardar da maneira adequada.
Mas não é só o UVA que traz prejuízo: as queimaduras causadas pelo UVB estão por trás do câncer não melanoma, bem mais comum e que também precisa ser prevenido e acompanhado de perto.
Além de barrar perigos tumorais, usar protetor em todas as estações garante uma aparência jovial por décadas a fio. Quando o UVA penetra na derme, chega até as fibras de colágeno, que sustentam a pele, causando, assim, um aspecto envelhecido.
O primeiro conselho é conhecer bem seu tipo de pele. Além do tom, é importante consultar o dermato para ficar por dentro dos fatores de risco, que vão de cor dos olhos a histórico familiar. No cotidiano, o protetor não deve ser esquecido. Daí a necessidade de passá-lo, ao menos uma vez, pela manhã. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o FPS mínimo indicado é 30, independentemente da cor da pele. Outro ponto crucial é a quantidade: para o rosto, por exemplo, é necessário meia colher de chá. Lembrete: nuca,  pescoço  e colo não estão imunes à radiação.
Mas qual é a diferença entre UVA e UVB?
UVA (atinge a camada subcutânea): esses raios penetram nas camadas mais profundas da pele sem deixar marcas, causando envelhecimento precoce e o melanoma, um tipo agressivo de câncer.
UVB (atinge a derme): são eles que provocam a vermelhidão e as queimaduras solares. Além disso, também estão diretamente relacionados ao câncer de pele não melanoma, o mais comum dos tumores nesse tecido.
UVC: esse tipo de radiação é o mais nocivo. Na teoria, provocaria queimaduras graves e catapultaria o risco de tumores. Mas não se preocupe: ele fica retido na camada de ozônio.
Infravermelha (atinge a epiderme): totalmente inofensiva, essa radiação é responsável pelo calor que emana do sol. O único inconveniente dela é a sensação de ressecamento e uma eventual desidratação.

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