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Meninas devem brincar com brinquedos de meninos e vice-versa?

Os brinquedos, jogos e brincadeiras devem estar presentes na rotina, para estimular capacidades como concentração, memória, e promover desenvolvimento físico, intelectual, emocional. São de fundamental importância na vida da criança. O pediatra das  minhas fihas, dr. Nelson Ezjembaum, sempre nos disse que estimular os filhos a brincar com uma variedade de opções, independentemente do sexo, favorece o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida adulta.
Mas nem todos os pais gostam da ideia de uma filha brincando de caminhão, por exemplo. Ou de um filho brincando de casinha. Já vi pai impedir o filho de andar de bicicleta porque era rosa. Mas, para a criança, a bicicleta é apenas uma bicicleta, e tudo o que ela quer é brincar. Quem acha que é para menino ou para menina é o adulto.

Afinal, existe algum problema em menino brincar de boneca e menina de carrinho? Especialistas  são unânimes: não. Esse tipo de brincadeira, muitas vezes, faz parte do desenvolvimento normal das crianças. “Não caracteriza nada, nem determina identidade e nem orientação sexual”, me explicou o dr. Nelson Ezjembaum. Ele conta que realmente existem diferenças no desenvolvimento de certas áreas do cérebro, o que faz com que meninos sejam mais ligados à questões visuais (e utilizem  brinquedos como ferramenta para empilhar, montar) e meninas, à linguagem e afetividade (sendo mais atraídas por bonecas, por conta do rosto). E diz que a “troca de papéis” nas brincadeiras não influencia na orientação sexual das crianças e ainda ajuda a aprender a lidar com as próprias emoções.
Mesmo quando a criança brinca com um objeto socialmente identificado com o outro gênero, a inversão de papéis só existe na cabeça dos adultos. É o caso do menino que gosta de brincar de boneca porque vê o pai ou um irmão mais velho cuidando de um irmão menor.

Não contém gênero

Segundo uma matéria no site UOL, algumas famílias e escolas começam a dar um passo além: não apenas liberam brincadeiras, independentemente do gênero da criança, como também procuram eliminar sinais de diferença de gênero na educação. É o que faz a pré-escola Egalia, em um bairro de classe média de Estocolmo, na Suécia.
Lá, professores não usam os pronomes hon (ela) ou han (ele) para se referir às crianças, mas o hen, um pronome neutro inventado, mencionado pela primeira vez por linguistas nos anos 1960. Brinquedos não são divididos em categorias, meninos podem brincar de se vestir e bonecos são assexuados.
Mas que fique claro: o caso aqui é o de uma brincadeira ocasional, não de um comportamento insistente, em que a criança fica com raiva ou retraída quando é cobrada de se vestir com roupas correspondentes ao gênero anatômico. Se esse comportamento for intenso ou persistente, os pais devem procurar orientação de um psiquiatra ou psicólogo especializado em sexualidade.

 

 

 

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