Indica

Entenda o que é o chá de Ayahuasca, responsável por mudanças definitivas no comportamento humano

 

Os pais de Rian Brito não têm dúvidas: o chá de Ayahuasca, conhecido como Santo Daime, foi responsável por desencadear mudanças no filho que culminaram no afogamento do rapaz, neto de Chico Anysio, numa praia de Quissamã. A mãe, Brita Brazil,  contou no facebook os perigos do chá. “O que ficou foi uma mãe tentando alertar todas as outras e todos os jovens que não tomem isto, pelo amor de Deus. Cuidado com o ayahuasca, Santo Daime, ou como queiram chamar. Erva indígena, deixa para o indígena”

O pai, Nizo Neto, abriu o coração em um vídeo, também no facebook.

https://www.facebook.com/roberta.peporine?fref=nf&pnref=story.

A afirmação dos atores e pais de Rian encontra amparo no que a ciência já desvendou sobre os efeitos da mistura de ervas desse chá.

— Os efeitos desse chá incluem alterações perceptivas e delírios, que podem desencadear quadros psiquiátricos graves em pessoas com predisposição. Se usada em ritual religioso, há pouco risco. Mesmo assim, pode desencadear doença permanente — alerta o psiquiatra Jorge Jaber, especialista em dependência química pela Universidade de Harvard e assessor da presidência da Associação Brasileira de Psiquiatria. (fonte: extra.globo.com)

Ayahuasca, nome quíchua de origem inca, refere-se a uma bebida sacramental, produzida a partir da decocção de duas plantas nativas da floresta amazônica: o cipó Banisteriopsis caapi (mariri ou jagube), que serve como IMAO, e folhas do arbusto Psychotria viridis (chacrona ou rainha) que contém o princípio ativo dimetiltriptamina.

É também conhecida por yagé, caapi, nixi honi xuma, hoasca, vegetal, daime, kahi, natema, pindé, dápa, mihi, vinho da alma, professor dos professores, pequena morte, entre outros. O nome mais conhecido, ayahuasca, significa “liana (cipó) dos espíritos”.

Utilizada pelos incas e também por pelo menos setenta e duas tribos indígenas diferentes da Amazônia. E em paises como Peru, Equador, Colômbia, Bolívia e Brasil.

Seu uso se expandiu pela América do Sul e outras partes do mundo com o crescimento de movimentos religiosos organizados, sendo os mais significativos o Santo Daime,  a União do Vegetal, a Barquinha, além de dissidências destas e grupos (núcleos ou igrejas) independentes que o consagram em seus rituais.

Origens:

A utilização de substâncias naturais que potencializam a percepção é uma prática milenar presente em várias culturas. Historicamente, sabe-se que o uso de plantas de poder sempre teve a finalidade de alterar a maneira cotidiana de entender as coisas, estabelecendo uma ponte entre os homens e as suas divindades.

Diversos registros confirmam isto. Estudos indicam que os essênios já utilizavam plantas de poder em rituais de iniciação.

No Brasil, a Ayahuasca vem sendo utilizada há milênios pelos povos indígenas da região amazônica e recentemente pela União do Vegetal e pelo Santo Daime. A proposta básica destes e de diversos outros grupos é atingir o autoconhecimento, através de experiências de tipo místico-espiritual, onde por meio de visões e estados de expansão da consciência chega-se a um estado de integração total com o cosmos, com a natureza e com o Criador. ( texto: universomistico.org)

Em entrevista ao site Ego, Nizo Neto afirmou que o filho mudou muito após ter tomado a bebida. “Com toda certeza foi uma coisa que levou a esse final. Três psiquiatras fizeram essa afirmação”, disse. “Começou com uma coisa espiritual, que não era comum nele. Entrou num delírio que tinha uma missão e que para essa missão ele não podia comer. Comendo o mínimo para sobreviver, chegou a pesar 45 quilos. Existe o Rian antes e depois da ayahuasca, embora ele só tenha tomado quatro doses.”

 

Fica, então, um alerta para todos nós: até que ponto vale a pena usar essa substância?

Junte-se à discussão

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *