Aventura

Enfim…conseguimos ver a tão falada Aurora Boreal! Alasca, parte 4

Nossa maior intenção quando decidimos viajar no inverno para o Alasca era mesmo ver a aurora boreal. Depois de muito pesquisar, descobrimos que a cidade de Fairbanks, no centro norte do estado, é o melhor lugar do mundo para isso. Melhor do que a Noruega, do que a Islândia, Russia, etc.

Fairbanks fica na “mira”, na ” rota” certinha das explosões dos raios solares que formam as luzes da aurora.

Pois é… ficamos 5 dias em Fairbanks e região, debaixo de uma neve danada. Rs. Com céu encoberto, chance zero de avistar a ” nossa amiga” boreal. Mas ainda ficaríamos mais 6 dias na parte sul do estado, na região de Anchorage. Lá embaixo, a probabilidade de avistar as luzes do norte são menores. Mas não são raras. E nós somos persistentes…

Existem alguns sites oficiais ( tipo clima tempo e weather chanel, para o clima, mas estes específicos para aurora boreal) que mostram, noite por noite, o quão intensas serão as explosões (na verdade, o quão estão sendo…essas explosões quase que não param, mas durante o dia não dá para ver!).

Para nossa sorte ( uhuuuuuuu), em um dia da nossa estada em Anchorage, as explosões estariam fortes e as luzes chegariam até o sul do Alasca. Faltava ver a previsão do tempo… que era neve, neve e neve…

Nos 3 dias em que esquiamos, a neve não parou de cair. Mas o tempo acabou abrindo…bem na noite em que precisávamos disso!

Existem pacotes de passeios que levam os turistas para tentar ver a aurora. São caros. Mas, para quem não está acostumado a dirigir na neve, vale a pena pagar. Como já alugamos carros em lugares assim por algumas vezes, ficamos confiantes em “caçar” sozinhos.

Pegamos o carro umas 10:30 da noite. Eu, Fábio e as crianças. Levamos snacks para comer e muita água e coca-cola para tirar o sono. Pesquisamos em alguns sites de lá, que contam os melhores lugares para se avistar a aurora. E vimos que o melhor por ali é subir rumo à cidade de Palmer ( um pouco mais de uma hora de Anchorage).

Quando a cidade se aproxima, a pista se torna mão dupla e existem, de quilômetros à quilômetros, uns ” bolsões” para se estacionar carros. Basta parar em um bem alto ( a estrada sobe e desce) e sempre olhar para o norte. A temperatura era de -32C ( -28F)

 

 

 

 

 

 

 

 

Andamos por um tempo, íamos e voltávamos na estrada, perto da parte mais alta da região. Foi quando vi um feixe de luz, que parece ter subido do chão, do meu lado do carro. Estávamos rumo ao sul e gritei ( de euforia) para o Fábio parar o carro no bolsão, virado para o norte. E foi aí que o espetáculo começou!

Primeiro, era como se fosse um arco íris verde!

 

 

 

 

 





 

 

 

Depois, as luzes começaram a dançar…algo simplesmente divino!

Tentamos tirar algumas fotos junto da “dona aurora”, mas ficou desfocado. É preciso uma máquina super profissional para registrar com perfeição. A nossa não é tão profissional assim, apesar de ser muito bem avaliada!

 

 

 

 

 

 

 

 

Vale registrar que a câmera do celular ( mesmo a do último modelo de iphone, no caso o 7) NÃO IDENTIFICA a imagem da aurora. Nem em foto, nem em vídeo. Fica tudo preto. Nossa sorte, foi a câmera que levamos.

Aquela meia hora ali, no meio do nada, num frio congelante… jamais vai sair da nossa memória! Valeu, “dona aurora”! Você fez uma família feliz! Muito feliz!

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