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Comportamento alimentar: o grande responsável pela obesidade infantil

A máxima antiga que dizia que criança gordinha é criança saudável nunca foi uma verdade. Enquanto os índices mostram a redução da desnutrição no Brasil, o número de crianças acima do peso vem aumentando. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, o último material realizado pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças de 5 à 9 anos está acima do peso. E mais: de acordo com a pesquisa Vigitel ( Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, realizada pelo Ministério da Saúde, em 2014) mais de 50% da população adulta que vive no Brasil está com EXCESSO de peso.

O fator apontado como grande responsável pelo sobrepeso em crianças é o ambiente alimentar. 60% das crianças brasileiras com menos de dois anos comem biscoitos, bolachas e bolos. E 30% delas tomam refrigerante e sucos artificiais. Desta forma, a criança com excesso de peso tem mostrado, inclusive, alteração nos exames de sangue, como colesterol e triglicerídios, por exemplo.

Sempre conversei com o Dr. Nelson Ejzembaum, pediatra das minhas filhas, e ele sempre afirmou: a obesidade infantil está muito mais associada a comportamentos do que a determinantes genéticos.

Devemos proibir terminantemente as crianças de comer essas porcarias? Não é preciso ser tão radical. Não ter em casa biscoitos, chips e afins, por exemplo, já ajuda muito. Mas, quando a família sai para um passeio, pode permitir que o filho coma alguns desses alimentos. Isso faz com que diminua muito a quantidade ingerida e os pedidos insistentes para, em casa, trocar o prato de comida por uma gostosura doce ou salgada.

Retirar o alimento “tentação” da frente da criança e distraí-la para que ela não fique focada no que queria comer mais costuma funcionar. E ensinar a criança a identificar seu índice de saciedade, também.

Comprar futas saborosas, comer junto com os filhos. Mostrar o quanto importante é ter saúde e bem estar. Deixar de lado o “mimo” e investir na melhora do ser humano que, nesse caso, é seu filho.

E lembre-se sempre: quanto antes, melhor. Reeducar é muito mais difícil do que educar.

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Minha família! Todos magros, saudáveis e felizes! Por aqui, boa alimentação e esportes em primeiro lugar!

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