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Após 20 anos, Guilherme Fontes estreia o polêmico filme ” Chatô, o Rei do Brasil”

Um misto de alegria e alívio. Assim era Guilherme Fontes ontem à noite, na pré-estreia do polêmico ” Chatô, o Rei do Brasil” em São Paulo.
O ambicioso projeto de filme se transformou, ao longo dos últimos 20 anos, em uma das mais longas e polêmicas produções da indústria cinematográfica brasileira. Começou em 1995 e foi interrompido em 1999. O material foi engavetado,  devido à suspeita de que, na primeira tentativa de lançar-se como diretor, Guilherme Fontes tivesse se envolvido em um grande escândalo de mau uso de verbas governamentais, aquelas destinadas ao cinema e à cultura.
Guilherme garante que o filme custou o equivalente hoje a R$ 8 milhões, entre dinheiro público arrecadado e o investimento dele próprio, cerca de R$ 3,4 milhões, que acumulou fazendo suas últimas novelas. Mas o tribunal de Contas da União ainda firma que este valor é muito, muito maior. Depois de calcular juros, multas e correção monetária, o TCU calculou o débito de Fontes em aproximadamente R$ 78.060.215,13. Guilherme  já recorreu.
“Criaram uma grande farsa sobre isso, sobre esse desvio de verba, e não tive como me defender. Tive dificuldade de concretizar o filme, que é épico, que fala sobre a mídia. Fui vitimado pelo personagem (Assis Chateaubriand), já que a mídia fala sobre todo mundo, mas não haviam ainda falado sobre ela”, avaliou Fontes.

Problemas à parte, a notícia é que o filme teve boa aceitação por parte de quem já o assistiu.
O roteiro é baseado na obra homônima de Fernando Morais e traz uma versão romantizada da vida de Assis Chateaubriand, magnata da comunicação e fundador dos Diários Assossiados e da Tv Tupi.
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No longa, a vida de Chateaubriand é analisada a partir de um AVC, que o faz delirar com um julgamento,  onde antigos amores e desafetos se unem para o acerto de contas.

O filme todo foi rodado entre 1995 e 1999, mas, apesar do tempo, a fotografia não parece envelhecida ou desgastada, dando a impressão de se tratar de um filme novo. Os atores, no entanto, estão mais jovens. Leandra Leal, por exemplo, tinha apenas 17 anos. Marco Ricca faz o papel principal e Paulo Betti interpreta Getúlio Vargas

A estréia nacional acontece nesta quita feira, 19 de novembro, e vale a pena. Eu e o meu marido estivemos na pré-estreia e adoramos!

 

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Guilherme Fontes e Fernando Morais, na pré- estreia do filme, em São Paulo. 17/11/2015

 

 

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